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domingo, 12 de janeiro de 2020
sábado, 18 de maio de 2019
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Direitos Humanos em questão
As Línguas e
Humanidades e uma abordagem interdisciplinar
No dia 8 de maio decorreu, no
auditório da Escola Secundária Francisco de Holanda, a apresentação de vários
trabalhos realizados durante todo o ano letivo de
2018/2019, no âmbito de um projeto de articulação entre a Biblioteca e algumas disciplinas leccionadas no curso de Línguas e
Humanidades, mais concretamente, Filosofia, História A, Geografia C e Psicologia
B. Envolveu as turmas de 11º ano LH1 e LH5 e as turmas de 12º ano LH1 e LH2.
Contou com a coordenação das professoras, Manuela Paredes, Conceição Guerra,
Eva Soares e Luísa Marques. Este projeto teve como tema geral “Os Direitos
Humanos” e como subtema, “As Perseguições a Minorias Étnicas e Religiosas”. O
objetivo foi abraçar o mesmo tema e analisá-lo sob o ponto de vista específico
de cada disciplina envolvida, a fim de lhe conferir uma unidade catalisadora de
compreensão do fenómeno analisado pelos alunos. As várias turmas foram
desfiando os seus trabalhos numa linha cronológica tendo os alunos iniciado as
apresentações pela abordagem histórica, começando pelo aparecimento da primeira
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em 1789, associado à revolução
Francesa, e em
1948, pela proclamação da Declaração Universal dos
Direitos do Homem, que foi resultado direto do conhecimento das atrocidades
cometidas durante a 2ª Guerra Mundial. Por esta
razão, os grupos de trabalho debruçaram-se essencialmente sobre a problemática
da segunda guerra mundial e o genocídio praticado sobre as minorias étnicas. Os
grupos instaram a plateia a refletir sobre a necessidade de salvaguardar
direitos considerados fundamentais para a vida do ser humano como os direitos
individuais e coletivos, sem discriminação de raça, género ou nacionalidade.
Sublinharam o facto de a declaração não ser sobrescrita por todos os países da
Organização das Nações Unidas, o que leva a que, todos os anos, seja apresentada
uma lista de denúncias e violações cometidas tanto por países subscritores como
não-subscritores. Neste sentido foi analisada, numa abordagem geográfica,
a violação dos Direitos Humanos e o Genocídio da Arménia, aportando
características diferenciadoras ao trabalho inicial. A análise partilhada da obra “O rapaz do caixote de madeira”
de Leon Leyson, com imagens do campo de concentração, permitiu uma reflexão
sentida, assim como, a análise psicológica de personalidades como Oskar Schindler e Aristides de Sousa Mendes, envolvidos na segunda Guerra
mundial e na luta pela defesa das minorias étnicas, permitiram perceber como se
relacionam mente, pensamento e identidade numa
lógica de “construção” do mundo e “identidade
humana”. A sessão foi encerrada apoteoticamente
com a apresentação dos vídeos da visita de estudo a Amesterdão.
Da sessão ficou
no ar o apelo dos jovens palestrantes à partilha de saberes.
É de facto
urgente capacitar os jovens, enquanto estudantes, a uma verdadeira atitude
reflexiva e consciente acerca do seu tempo presente, que mescla numa linha
temporal, passado e futuro. Os direitos humanos continuam a ser um problema no
mundo e é por isso urgente que seja promovida a participação ativa de toda a
comunidade escolar, através de grupos de sensibilização, como o que realizou a
palestra, para que sejam integrados os valores e princípios dos direitos
humanos em todas as áreas da vida da escola. Uma escola que promova a
igualdade, a não descriminação, a dignidade e o respeito. Uma escola que
providencie um ambiente de aprendizagem em que todos os direitos humanos são
respeitados, protegidos e promovidos. Uma escola que abrace a inclusão, que
proteja todos os membros da comunidade educativa, fazendo da proteção e
segurança uma responsabilidade partilhada. Uma escola que trabalhe para
capacitar todos os alunos a alcançar todo o seu potencial através da educação,
em particular aqueles alunos que são marginalizados devido ao seu género,
estatuto ou diferença. Uma escola que capacite os alunos para se tornarem membros
ativos da comunidade global, partilhando conhecimento, compreensão e
aprendizagem com os outros e atuando para criar um mundo em que os direitos
humanos são respeitados, protegidos e promovidos.
Esta é a nossa
escola, uma escola de afetos, de partilha de aprendizagens, promotora dos
direitos humanos, ensinados, aprendidos, respeitados e assim, nesta lógica,
protegidos.
Tal como foi
referido na palestra: “Eu acredito nesta escola. E tu? Queres acreditar comigo?
Façamos da minha escola a nossa escola onde os Direitos Humanos são uma verdade!”
quarta-feira, 20 de março de 2019
Visita de estudo a Amesterdão
Introdução
No âmbito do projeto que desenvolvido na disciplina de História,
juntamente com a biblioteca escolar, sobre os direitos humanos, abordámos,
inevitavelmente, o Holocausto. Na sequência desse estudo, fomos a Amesterdão,
com o intuito de conhecer não só a cidade como também os museus que fazem parte
da herança desta cidade e que constituem um elemento muito importante nesta
visita.
7 de março de 2019
No dia 7 de março, pelas 11:45h, fomos visitar a casa de
Anne Frank com o objetivo de conhecer melhor a sua história e entender a sua
mensagem. Aí, fomos recebidos por Diána Serhal, Casa de Anne Frank, que nos recebeu com enorme simpatia e nos levou ao
jardim interior, de onde se via a Casa de Anne e a pequena janela do sótão. No
jardim, pudemos tirar fotografias, mas no interior não era permitido. Seguimos,
depois, o percurso pelas diversas divisões da casa onde nos foram explicados
detalhadamente os acontecimentos ocorridos, através de um áudio guia que nos
foi fornecido à entrada. A par deste trajeto eram citados alguns parágrafos do Diário de Anne Frank, que nos levaram a uma viagem no tempo e
nos puseram na pele de Anne.
O anexo, que serviu de esconderijo, assume principal
importância tanto na vida de Anne e sua família como também no próprio museu.
Lá, foi escrito o famoso diário durante a 2.ª Guerra Mundial, que se encontra,
originalmente, exposto naquela casa. Os cadernos em exposição tratavam de temas
como a perseguição aos judeus durante toda a guerra, o fascismo, o racismo e o
antissemitismo. As paredes possuíam, inclusive, várias gravuras que foram
restauradas e que estavam protegidas com vidro.
A verdade é que, após a descoberta da família, pelos nazis, restou muito
pouco, uma vez que eles tinham destruído tudo.
Num primeiro momento, as nossas expectativas baseavam-se, de
certo modo, em elementos e objetos que transmitissem a efetiva presença de Anne
na casa, porém, percebemos que o intuito daquele espaço era transparecer o
vazio que Otto, pai de Anne, sentia pelo facto de lhe terem tirado tudo.
Em suma, esta visita contribuiu para a sensibilização de um
acontecimento que teve efeitos catastróficos e, nesse sentido, a mensagem
essencial consiste em não repetir os mesmos erros do passado.
8 de março de 2019
Dia 8, de manhã, fomos visitar a Sinagoga Portuguesa. A ajuda
do áudio-guia foi preciosa, já que explicava, pormenorizadamente, o espaço e os
seus objetos.
Visitámos, também, o Museu Judaico que apresentava diversas
pinturas e textos referentes à religião.
Seguimos para o Museu do Holocausto que, estando em construção,
não tinha áudio-guias. No entanto, este museu foi bastante interessante e
educativo dado que apresentava diversas histórias de crianças e jovens que
sofreram a pressão nazi.
Ao final da tarde, fomos conhecer o Memorial do Holocausto
que tinha, na parede principal, o nome de todos os judeus vítimas desta guerra.
Em suma, este dia dedicado ao tema do Holocausto relacionou-se
diretamente com o trabalho desenvolvido em História e, por isso, enriqueceu os
nossos conhecimentos.
Dia 9 de Março de 2019
Dia 9 de março, de manhã, visitámos o museu Van Gogh. Esta
visita fez-se livremente, o que possibilitou a análise interpretativa de cada
aluno perante as obras mais emblemáticas do pintor.
Seguimos num passeio pela cidade e tivemos a oportunidade de
visitar a Igreja de S. Nicolau, o padroeiro das nossas festas Nicolinas.
À hora de almoço, dirigimo-nos para a Biblioteca Central de
Amesterdão, que é constituída por diversos pisos, nomeadamente um piso de
restauração, onde almoçámos. O sétimo piso deste edifício tem uma deliciosa
vista panorâmica sobre a cidade holandesa.
Durante a tarde, fomos conhecer o Rijksmuseum, que possui obras e peças de arte representativas do país. Devido à sua grande dimensão não nos foi possível conhecê-lo totalmente, porém, revelou-se um museu imponente.
Após o Rijksmuseum, ficámos livres para passear pelas diferentes áreas da cidade e ficámos ainda a conhecer o Mercados das Flores.
Assim, este dia foi totalmente distinto dos anteriores e dedicado, em exclusivo, à arte.
Conclusão
Como é possível verificar, esta visita foi repleta de novas aprendizagens e essencialmente promoveu o convívio entre alunos e mesmo entre professores e alunos. A verdade é que Amesterdão é uma cidade muito diferente, com estilos de vida totalmente distintos daqueles a que estamos habituados. É uma cidade que surpreende a cada recanto e que nos presenteia com paisagens incríveis.
Para concluir, queremos dizer que, quando tiverem uma oportunidade desta aproveitem-na! Garantidamente, vai ser uma experiência única e enriquecedora.
Bruna Salgado; Teresa Cunha; Inês Ramos; Maria Silva
sábado, 2 de março de 2019
Exposição "Anne Frank -uma história para hoje"
A Fundação Anne Frank disponibilizou uma das suas exposições, que pôde
ser visitada pela comunidade educativa assim como pelos vimaranenses. Com esta exposição
pretendeu-se manter viva a memória de Anne Frank, símbolo das vítimas de
discriminação e opressão, e informar sobre o período no qual o regime nazi
esteve no poder.
A exposição dá a conhecer a história, através da perspetiva da
família Frank, relacionando-a ao Holocausto. Há nela diferentes elementos que pretendem
levar o visitante a pensar sobre as semelhanças e diferenças entre o passado e
acontecimentos no mundo atual. Deste modo, procura estimular a reflexão sobre
conceitos como a liberdade, respeito mútuo, direitos humanos e democracia.
Para
além disso, há hoje a consciência de que é necessário promover uma cidadania
participativa para a preservação da liberdade e dos direitos humanos. Anne, com
o seu diário, continua a inspirar-nos e a incentivar-nos à ação. Como ela mesma
diz: "Como seria maravilhoso que ninguém tivesse que esperar um único
momento antes de começar a melhorar o mundo".
As guias, alunas pertencentes à turma 10LH3, disponibilizaram o seu
tempo livre e estiveram na escola para explicar a exposição. Foram muitas as turmas
que por ali passaram: o 12º ano, com o professor João Jorge; as turmas do
ensino profissional, com o professor Vítor Leite; as turmas de Línguas e
Humanidades, com a professora Eva Soares e Luís Viamonte; as turmas das professoras Glória e
Cândida, do 1º ciclo; uma turma do 8º ano, da EB2,3 Egas Moniz. As guias
responderam às questões colocadas pelos colegas, havendo uma interação muito
interessante.
Alguns alunos deixaram o seu testemunho no livro de Anne Frank, que acompanha a exposição.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Free2choose – Discussão sobre os limites da liberdade
Direitos Humanos em questão
Situação dilemática escolhida - “uma jovem está a ser agredida pelo namorado na via pública” – intervir ou não? obrigação moral ou legal?
Hoje, o Dr. Miguel Prata Gomes, coordenador dos projetos da Casa de Anne Frank deslocou-se à nossa escola para dinamizar o workshop “Free2choose”. Os destinatários eram as turmas 10LH3 e 11LH5 que debateram de forma séria e responsável, questões como o racismo, a xenofobia, entre outros. Num outro momento, das questões apresentadas nos vídeos constantes do DVD – Free2choose – escolheram uma das situações e, em grupos tomaram uma posição, discutiram-na e apresentaram as conclusões ao auditório. Duas horas de debate muito interessante e das quais saíram, certamente, importantes momentos para reflexão.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Workshop “Free2choose”
A biblioteca escolar tem vindo a desenvolver
atividades associadas aos Direitos Humanos, pela sua atualidade e pertinência,
já que queremos cidadãos responsáveis e sensíveis para a defesa e respeito por
estes direitos. É nesse âmbito que se realizará o workshop “Free2choose”,
dinamizado por Miguel Prata Gomes, coordenador de projetos internacionais e
responsável pela gestão dos projetos da Casa Anne Frank.
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